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Aproveitando o final de semana moroso de sempre da política (a novidade mais relevante é a confirmação da CPI da Petrobras. Durante a semana, as clipagens acompanharão a comissão), vamos a mais um post literário, dessa vez, abordando o Prêmio Nobel de Literatura, Gabriel Garcia Marquez e o seu Cem Anos de Solidão.
Álvaro Dias (PSDB-PR). Somos ingênuos de acreditar nas movimentações do PSDB?
Por outro lado, o presidente Lula afirma que a criação da CPI é uma irresponsabilidade. Depois de afirmar isso, o presidente embarcou para a Arábia Saudita, a fim de divulgar a extração de petróleo do pré-sal, para muitos, uma grande conquista do Governo junto a Petrobras.
Nos próximos dias, provavelmente a CPI será instalada. Muitos parlamentares se envolverão, haverá investigações, talvez um ou dois sejam indiciados. Mas eu, infelizmente, não acredito numa ação bem sucedida. Ainda, não acredito nas boas intenções do PSDB. Aguardemos.
Para ouvir o deputado Sérgio Moraes (foto acima) dizer que está "se lixando" para a opinião pública, clique aqui.É enorme a facilidade da mídia para impor julgamentos, condenações. O método é batido mas continua eficiente.
O primeiro passo é definir o que quer, se condenar o “bandido da vez” ou absolver o aliado. Aí, trata-se de demonizar o “bandido da vez”, como é o caso do tal deputado do castelo, ou demonizar o xerife, no caso do Protógenes.
Nem vamos entrar na análise das suas culpas, mas do método de manipulação jornalístico. O deputado deve ser julgado com isenção e, se comprovadas culpas ligadas ao mandato, ou crimes fiscais efetivos, que perca o mandato.
O que ocorreu, no entanto - e sempre ocorre em eventos estrambólicos, como um deputado quebrado dono de um castelo - é o julgamento sumário. Cria-se o carnaval e exige-se a punição. E aí entra o segundo deputado, o tal que deveria analisar o caso e, pressionado, informa que vai analisar de acordo com as provas, sem se submeter a pressões, e se disse “lixando” para a opinião pública ou do jornal. [...]
A mídia nem quis saber se ele estava certo ou não nas suas declarações - e estava. Tratou de liquidar a questão sem entrar no mérito dela, simplesmente fuzilando a reputação do tal deputado. Vasculharam sua vida, tiraram da gôndola de acusações disponíveis o necessário e mandaram bala. Se a posição dele fosse outra, sua biografia poderia ser três vezes pior e ele seria poupado [...]"
E continua por aí afora. Nassif é, provavelmente, o crítico de mídia mais sóbrio deste país. Elaborou um dossiê sobre Veja que é esplendoroso. Um trabalho jornalístico fantástico. Mas dessa vez, para mim, ele deixou a paixão se elevar, para então "defender" o deputado.
Aqui o meu comentário no blog dele:
Nassif,
Eu não quero acreditar numa “defesa” do deputado Sérgio Moraes da sua parte. Não quero acreditar que você está defendendo* o senhor deputado envolvido com prostituição assim como defendeu (de maneira justa) Protógenez. Não quero acreditar nisso, lendo aqui seu blog.
Talvez a coisa tenha desandado. Iludido. Porque a mídia é sempre o bicho-papão? Josias de Souza, Lúcia Hippolito, Merval Pereira, Eugenio Bucci são pessoas, que assim como você, são respeitados porque detém uma opinião. E é natural que as pessoas divirjam das opiniões deles (e das suas).
No caso do sr deputado Sérgio Moraes, não vejo nenhum indício de perseguição como no caso do Protógenez e cia. Até porque, o deputado aparentemente não tem NENHUMA relevância. Apesar dos sete mandatos, ninguém nunca ouviu falar nele. Talvez porque ele nunca quis ser ouvido.
Agora, defendê-lo* é um erro Nassif. Ele se sentiu pressionado pela repórter? Azar dele. É deputado, a repórter (independente se fosse do Globo, da Folha, da CartaCapital, da Caros Amigos, do seu blog) fez o seu trabalho (extremamente óbvio por sinal) de perguntar ao deputado Sérgio Moraes se ele não tinha medo de defender o Edmar.
E por causa disso, a mídia quer pautar suas decisões?!
Ele é deputado, e DEVE sofrer pressões. Deve ser pressionado. Deve ser questionado. Não há absolutamente nada de errado nisso. Não é fantasma da grande mídia.
Respeitosamente.
Nassif rebateu assim:
"Leia direito. O que critico é o jogo de pressões da mídia. Lá sei quem é o deputado e - como escrevo com toda a clareza que consigo na nota - me interessa analisar a atitude, não a pessoa."
(post originalmente publicado em 10/05/2009, às 19h35)