sexta-feira, 8 de maio de 2009

O Mundo: Política - Não, ele não voltará!

Postei aqui ontem que Delúbio Soares estava voltando, querendo ressurgir das cinzas como uma fênix. E felizmente, hoje mesmo, o Estadão me desmentiu:

"Delúbio retira pedido para voltar ao PT, mas se diz inocente
Retorno de ex-tesoureiro, expulso do partido no rastro do escândalo do mensalão, dividiu cúpula petista"

A reportagem afirma que, em discurso no diretório nacional do PT, Delúbio retirou o pedido para se recredenciar no partido. Ele diz não querer ser motivo de discórdia no partido. O pedido dividiu a cúpula do PT. Para alguns mais lúcidos, e dentre eles o próprio presidente Lula, a volta de Delúbio poderia prejudicar a caminhada de Dilma Roussef ao Planalto. Seria um atestado de que o PT é conivente com a corrupção, com a falcatrua, com o desrespeito ao cidadão.

O bizarro dessa história é Delúbio perguntar, no seu discurso, "do que me acusam?". O ex-tesoureiro do PT responde, agora, a 9 processos no STF. Um diferente do outro. Ainda, desde a época que o mensaleiro pediu anistia política ao seu partido, ele já apresentava encenações melodramáticas comoventes, como chorar no telefone aos líderes nacionais do PT. O discurso do sr Delúbio parece uma catarse, uma epopeia, uma ode ao nada. Lamentável um homem se rebaixar ao atos criminosos de falsidade política (para mim, corrupção e todo o resto não passam de falsidade) e depois tentar, de maneira pitoresca, reaver sua honra e seu orgulho, aspectos fundamentais da vida das pessoas de bem.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O Mundo: Política - Cuidado, ele está voltando

Seguindo reflexões anteriores, Delúbio Soares quer emergir das cinzas. Como uma fênix. Como um zumbi, nem morto, nem vivo, apenas existindo. Incrível.


E o pior de tudo, é que hoje o STF inocentou a fênix corrupta do PT de um dos DEZ processos que ele responde.

Segue a reportagem:

"STF inocenta Delúbio, Valério e Genoino de gestão fraudulenta
No entanto, os três réus do mensalão continuarão a ser processados por crime de falsidade ideológica
Mariângela Galluci, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 7, inocentar do crime de gestão fraudulenta Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT, o publicitário Marcos Valério e o deputado José Genoino (ex-presidente do PT) em empréstimo concedido pelo BMG ao Partido dos Trabalhadores.

A maioria dos ministros entendeu que os três não poderiam ser acusados do crime de gestão brasileira porque não eram gestores do banco.

Os três vão continuar, porém, sendo processados por crime de falsidade ideológica."

Menos um, e Delúbio deve pensar: "ah, só faltam nove, só nove, e eu finalmente estarei pronto para retornar aos meus amigos e voltar a roubar dinheiro, organizar os esquemas com o BMG, voltar a jantar com meu companheiro Valério e ah... essa sim é a vida que minha mãe quis pra mim!"

Não se enganem, caros amigos. A coisa está feia. Demais.

O Mundo: Justiça - "Por uma luz no Judiciário"

Está no Vi o Mundo:

"Esta noite, algo se quebrou em Brasília"


O título se refere à manifestação popular que juntou aproximadamente 2 mil pessoas em frente ao STF para protestar os impropérios do sr Gilmar Mendes. Depois de desprezar uma organização feita pela Internet, Gilmar viu e ouviu as pessoas levarem 10 mil velas à frente do STF (misteriosamente cercado por uma proteção) e gritarem palavras de ordem face ao descuido do presidente do Supremo.

Interessante constatar que as pessoas, ainda sob uma organização frágil, foram à Praça dos Três Poderes para mostrar que ainda existe opinião pública no país, e que ela DEVE sim ser respeitada.

Acesse aqui o blog do impeachment de Gilmar Mendes.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Mundo: Jornalismo - A frente da Internet

Vi no blog do Nassif:

A grande frente da Internet
Paulo Henrique, Mino e Nassif venceram - com a ajuda dos internautas

por Luiz Carlos Azenha

“Uma batalha completamente desigual. De um lado, o poder da TV Globo, da Folha, da Veja, do Estadão - da maior parte da mídia corporativa brasileira, em defesa de seu sócio e patrocinador, o banqueiro Daniel Dantas. De outro lado, um verdadeiro exército de Brancaleone: Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Mino Carta e alguns milhares de internautas.

Lá em Bauru se diz que empate fora de casa é vitória. Pois não é que essa coalizão improvisada conseguiu equilibrar a disputa pela opinião pública?

Conheço os três jornalistas acima citados. Estou certo de que divergem em 70% de suas opiniões. Mas com jornalista é assim mesmo: é difícil encontrar dois que concordem. Em torno deles uma verdadeira “frente” eletrônica se formou para desmascarar as informações distorcidas ou mentirosas oferecidas ao público pela turma do banqueiro. Falta esclarecer, ainda, quais são exatamente as relações econômicas entre Dantas e os grupos midiáticos. Uma tarefa essencial para que os leitores, ouvintes e telespectadores entendam como funciona a “cozinha” do noticiário. [...]"

Para ler o texto completo, clique aqui.

Ele está certo. A Internet foi fundamental nas relações população-mídia-realidade que se deram no caso dos escândalos do Dantas. E os três jornalistas citados, ao lado do próprio Azenha foram fundamentais no processo de esclarecimento do que realmente acontecia, quem estava por trás daquilo tudo. E tudo isso, muito mais que a grande imprensa, de maneira livre, lúcida, sem ocultações ou fragmentações.

O Mundo se espelha no exemplo desses jornalistas, e embora não concorde com todos os seus posicionamentos (muitas vezes até discorde diametralmente dos posicionamentos: o Conversa Afiada é recheado de marxistas ortodoxos, por exemplo), acredita no jornalismo sério, desprovido de rabos presos, e que venha a atingir o seu objetivo fundamental: informar. Por isso eu recomendo a você, leitor, acessar diariamente, se possível, os blogs citados.

Luis Nassif - Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo
Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim)
Vi o Mundo (Luiz Carlos Azenha)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Mundo: Justiça - Operação Satiagraha - parte II

Você, amigo leitor, não reparou no súbito silêncio da nossa grande imprensa em relação a Operação Satiagraha? Há semanas e semanas os jornais tinham, todos os dias, dados, fatos, notícias, boatos, críticas, até invenções sobre a Operação da PF. Desde o sucesso do encerramento da operação, no dia 30/04, é muito difícil encontrar os links para as notícias da operação nos grandes sites de notícias. Parece aos amigos de Dantas que o desfecho não é tão importante assim, uma vez que as tentativas de desqualificação da operação não foram, digamos, bem sucedidas.

De qualquer forma, a operação indiciou 13 pessoas, entre elas Daniel Dantas (aquele banqueiro safado que mantém esquemas de corrupção com a direita e a esquerda brasileiras), sua irmã Veronica Dantas e Roberto Amaral. Este, por sua vez, trabalhou durante 30 anos na empreiteira Andrade Gutierrez e era amigo próximo de Fernando Collor, à época da presidência do mesmo, e PC Farias. Mostre-me com quem tu andas, e eu te direi quem és.

O mais estranho aqui, amigo leitor, é a falta de importância que a grande imprensa no país deu ao desfecho da Operação Satiagraha. Entretanto, os culpados foram indiciados, e agora o processo segue para a Justiça. Resta-nos aguardar e, mesmo com maior dificuldade, acompanhar os processos, torcendo para que a justiça venha tardia, não falha.

Para ler mais sobre o desfecho da Satiagraha, clique aqui, aqui e aqui.

Não Gilmar, não por muito tempo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Mundo: Justiça - Revogada a Lei de Imprensa

Em julgamento no STF na data de ontem, 30/04, foi revogada da Constituição Brasileira a Lei de Imprensa. A revogação da lei agradou as principais associações de jornalistas do país, por considerarem esta um empecilho na caminhada da democracia do Brasil.

Entretanto, ainda há outros pontos a serem resolvidos na Constituição. Por exemplo, o direito de resposta foi revogado em conjunto com a Lei de Imprensa. Para alguns ministros do STF, ainda, a revogação total da Lei foi irresponsável, uma vez que a constituição específica para o setor é vaga. Para Gilmar Mendes, há necessidade de se criar uma nova regulamentação para o setor, de maneira modernizada.

Resta agora saber quando o Congresso Federal deixará de lado os escândalos para quem sabe, tramitar uma lei de regulamentação da imprensa. Pelos meus cálculos, isso ainda demora.

Para saber mais, acesse o que foi publicado sobre a Lei de Imprensa nos principais jornais aqui, aqui, e aqui.