sábado, 11 de abril de 2009

O Mundo: Política - Novos estados?

Deu na Gazeta da Povo:

Congresso estuda criar 14 estados
Se todas as propostas fossem aprovadas, o Brasil ficaria com 41 unidades federativas

É isso mesmo. Segundo a reportagem da Agência O Globo (veja a notícia completa no site dO Globo, aqui) estão no Congresso 14 projetos que propõe a criação de novos estados. O que significa isso? Maracutaia, pilantragem, ingenuidade, ou falta do que fazer? Talvez um mix de tudo isso.

O "acréscimo" no número de estados, por sua vez, não seria nada barato. De acordo com dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o custo fixo anual estimado de um estado ronda os R$830 milhões. Ainda segundo a reportagem, se todos os projetos forem aprovados, em um ano o déficit financeiro seria de aproximadamente R$11 bilhões. O número é contestado pelo deputado Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), autor de três dos projetos.

Entre estes, consta a criação do Mato Grosso do Norte, Maranhão do Sul, entre outros:

Imagem retirada daqui. Clique na imagem para ampliar.

Dentro do Legislativo, há várias posições quanto ao assunto: muitos parlamentares são desfavoráveis aos projetos, por considerar o custo com burocracia muito elevado e desnecessário. Outros pensam que o país está consolidado com os 27 estados atuais. Os favoráveis ao projeto afirmam que estados menores facilitariam a administração do mesmo, e a atenção dada aos segmentos mais pobres da sociedade seria redobrada.

E você, leitor, concorda com tudo isso?

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Nada de comunismo, nada de teoria da conspiração, apenas abatimento e tristeza.

Hoje, por volta de 19hrs, aqui no apartamento onde moro com a minha família, minha irmã, de aproximadamente 9 anos, saiu exclamando pela casa: "Pai, pai, liga a TV porque hoje é o último capítulo da novela!". As respostas, igualmente exclamativas, vieram prontamente.

Por que a dramaturgia barata, desprovida de qualquer caráter artístico, informativamente nula, culturamente deprimente e socialmente louvada consegue atrair para si o interesse (alguns chamariam até de "fixação") ininterrupto e fascinado de crianças, jovens e adultos?

Quem souber a resposta ganha um império monopolizador de comunicação, detentor de inúmeros canais de TV, concessões infinitas pelo sertão afora, cinco jornais de expressão nacional, dezenas de revistas periódicas, dezenas de emissoras de rádio pelo país, e muitas outras empresas relacionadas à área. Com uma vultuosidade norteamericana, organização digna dos mais refinados países da Europa, técnicas com excelência mundiais, e monopolização da informação muito parecida com aquela da Venezuela.

O Mundo: Política - Semanal

Apesar do feriado deste fim de semana, os últimos dias foram movimentados no cenário político e econômico brasileiro.

O delegado da PF, Protógenes Queiroz, na CPI dos Grampos.

A começar pelo depoimento do delegado Protógenes Queiroz na CPI dos Amigos do Dantas, ou melhor, na CPI dos Grampos. Chega a ser ridículo que uma comissão parlamentar de inquérito apresente tanta parcialidade como essa vem apresentando. É abismal ver os deputados, das duas bases, tentanto fazer de tudo para inverter os papéis: o delegado da PF, ao lado do juiz Fausto De Sanctis, não é o ladrão. É investigador. E ele achou, e provou, e prendeu o ladrão de verdade: Daniel Dantas. Só que este homem tem um dos maiores históricos de maracutaias políticas da história do Brasil (olha que isso não é nada fácil). Consequentemente, os amigos dele (aí se incluem boa parte do PSDB, Zé Dirceu e sua turma do PT, a Veja (sendo Diogo Mainardi o testa de ferro, ou segundo Nassif, o colunista-sela), quem mais?) fazem de tudo para protegê-lo, e esconder a si mesmos nesse bolo todo.

O blog
Acerto de Contas, parceiro de O Mundo, publicou ontem uma entrevista com o delegado Protógenes. Leia aqui.

Para ver o deputado Chico Alencar desmoralizando o presidente da CPI Marcelo Itagiba, do PSDB, clique aqui.

Partindo para um lado mais econômico, o ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou que o Brasil pode entrar para o grupo de credores do FMI, segundo informa o Estadão. Segundo o ministro, essa ação mostraria aos países e seus investidores a solidez econômica do Brasil, além de o país participar da recuperação da economia de outros países emergentes e receber alguns benefícios do Fundo Monetário Internacional.

Guido Mantega, Ministro da Fazenda.

Embora muitos oposicionistas pensem que isso não passa de marketing político, os argumentos do ministro são pertinentes.

terça-feira, 7 de abril de 2009

O Mundo: Justiça - Luiz Nassif e Veja

Deu na Carta Maior:

Vitória de Luís Nassif no processo da Veja
Algo importante aconteceu na blogosfera brasileira quando o jornalista Luis Nassif começou a publicar reportagens a respeito da revista Veja: o debate mudou de plano. O que Nassif batizou de dossiê analisa, com farto material, o jornalismo praticado pela publicação semanal. Nesta semana, o Juiz Carlos Henrique Abrão, da 42ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, julgou improcedente a ação de danos morais movida pelo ediretor de redação Eurípides Alcântara contra Nassif.

(para ler o texto completo, clique no link acima)

Interessante vitória para a verdadeira liberdade de imprensa.

Para quem está por fora, aqui vai um resumo da história:
Luis Nassif é um jornalista brasileiro, introdutor do jornalismo eletrônico no país, e que já ganhou vários prêmios (entre eles o de melhor blog de política do iBest).
Entre seus feitos mais notórios, está o "dossiê" Veja (leitura obrigatória para quem acompanha, ou quer acompanhar, a imprensa contemporânea no Brasil), em que ele expõe e tenta explicar os casos mais pitorescos da revista. É um tiro no peito do periódico, que tentou responder da forma mais baixa que um jornalista pode responder outro: na Justiça. E perdeu. Perdeu porque o trabalho jornalístico de Nassif é impecável nesse aspecto.


O jornalista Luis Nassif.

E o que ganha aqui, mais do que tudo, é a verdadeira liberdade de imprensa.

domingo, 5 de abril de 2009

O Mundo: Política - Semanal

Pois bem, vamos ao post tradicional de domingo:

O primeiro fato de hoje é a reforma ministerial que Lula será obrigado a promover em março de 2010, segundo consta no blog do Josias. Pela lei, os ministros que irão se tornar candidatos nas eleições devem deixar o cargo pelo menos seis meses antes. E a reforma não será pouca. Pontos fundamentais do Governo, como a Casa Civil e o Banco Central serão modificados. Por ora, há apenas previsões para os ministros que pretendem deixar o cargo, mas as mudanças começam a ser planejadas pelo Planalto.
O problema aqui é que o ano eleitoral, no país, faz os políticos se esquecerem (por um momento) da sua vida política de fato, e se jogarem de cabeça na campanha. O showmício, a campanha da TV, as doações recebidas de empreiteiras, tudo isso é somado e obstrui, de certa maneira, os deveres políticos do eleito. Ingenuidade pensar que isso só ocorre na campanha, mas sim, fundamentalmente nela.

O segundo fato interessante da semana, foi o sucesso do presidente Lula no encontro do G20. Além de possuir em seu governo uma pauta de política externa muito positiva (combate ao protecionismo, pressão nos países ricos para o desenvolvimento de relações com os países emergentes, diálogo neutro com os ditadores da América Latina, entre outras), Lula é reconhecido no mundo como um político popular, importante. "Os elogios de Barack Obama a Lula foram reconhecimento da maior importância que o Brasil ganhou nos últimos anos." (Kennedy Alencar, para a Folha)

Assista Obama cumprimentando e elogiando Lula.

Coincidência, carisma, competência ou marketing? Independente dos erros (que não foram poucos) de Lula e sua corja, o Brasil projeta um futuro muito melhor do que o seu passado. Com ou sem Lula.


quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Mundo: Jornalismo - STF

O STF julga hoje dois processos interessantes: o primeiro, o requerimento para extinção da Lei da Imprensa, que prevê punições penais para jornalistas em alguns casos.
O segundo, diz respeito à obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão jornalística. Aguardo ansioso os dois julgamentos para em seguida, deliberar minha opinião, aqui.

Pois bem, os ministros do STF discutiram o assunto sobre a Lei de Imprensa (criada no regime militar) e não concluíram o trâmite, embora tudo aponte na direção da revogação total da lei. Esse assunto será discutido novamente no Supremo no dia 15 de abril, e O Mundo acompanhará as decisões dos ministros.

O Mundo solidariza com a campanha da FENAJ e é a favor da regulamentação e da obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão jornalística.